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Transportadora ou frota própria. Qual a melhor opção?

A resposta não é única, pois depende do formato de operação e o momento de cada negócio. Tanto contratação de transportadora ou frota própria tem suas vantagens e desvantagens.

O ideal é avaliar as possibilidades dentro de cada empresa e definir o melhor formato.

Transport [1]

 

Transportadora

O core business de uma transportadora é o transporte, portanto os recursos financeiros, tempo e conhecimento estão e, devem estar, concentrados nesta atividade.

Alguns ativos são necessários, como exemplo dos caminhões, veículos utilitários e empilhadeiras. O valor do investimentos é alto, por isso  são majoritariamente viabilizados por empréstimos bancários.

A gestão do transporte demanda uma equipe especializada e focada. São diversas atividades com pessoas e diferentes fornecedores trabalhando juntos. Algumas das principais funções dentro das empresas de transporte [2] são: carregamento/descarregamento de veículos, emissão de documentos fiscais [3] (CT-e, MDF-e, NFS-e, etc), manutenção preventiva e corretiva da frota, controle de impostos, multas, financiamentos, controle da jornada dos motoristas, entre outros.

Os transportadores trabalham com grande volume de cargas de diferentes clientes. Isso pode dificultar a flexibilidade para atender demandas específicas. As atividades costumam ser definidas em procedimentos operacionais padrão.

Existem milhares de empresas de transporte de cargas no Brasil, porém atendendo clientes com necessidades variadas. Muitos dos transportadores são especializados em determinado tipo de transporte [4], como: milk run, crossdocking, transferência ou last mile. Outros pelo tipo de material transportado, com isso sua frota pode ser composta de reboques e implementos como: open top, sider, tanque, betoneira, graneleira, furgão refrigerado/congelado, etc. Este mercado ainda é segmentado em transportadores de carga fracionada (LTL - Less than Truck Load) ou dedicada (FTL - Full Truck Load).

Neste modelo os custos de transporte são variáveis, pagos quando utilizados. Em alguns casos o custo unitário pode ser alto. 

 

Frota Própria

Quando uma organização, cujo negócio principal não é transportes, assume essa atividade, ela incorpora tudo que mencionamos acima.

A necessidade de maior flexibilidade, especialidade e o impacto do transporte na satisfação do cliente pode justificar essa escolha.

Um negócio que requer entregas rápidas com disponibilidade imediata para coleta de poucos volumes é um exemplo de flexibilidade que uma transportadora raramente conseguirá oferecer.

Entrega diferenciada, incluindo um serviço de montagem ou outro tipo de assistência que foge do negócio das empresas de transporte de cargas torna-se específico.

Históricos problemas com qualidade no transporte, quando não passível de solução conjunta com os prestadores de serviços.

Neste modelo de transporte os custos são fixos, independente do volume de vendas. Em alguns casos o custo unitário pode ser menor.

A mudança de um modelo de transporte para outro pode se tornar vital para uma empresa, principalmente num período de conturbação econômica generalizada ou de segmento. Portanto a avaliação deve ser feita através de uma análise detalhada. Também é possível trabalhar num modelo híbrido, com frota própria e transportadora. Ao optar pela terceirização [5] do transporte é imprescindível escolher o parceiro ideal ao negócio.