Transporte milk run, crossdocking e fluxo direto

Ao se pensar em transporte imagina-se levar algo de uma determinada origem para um certo destino. Esse é de fato um conceito correto, porém muito simplificado.

O transporte não é algo realizado sempre de uma única forma padrão. Algumas variáveis determinam como cada transporte deve ocorrer, tais como: peso, volume, distância, freqüência de coleta, entre outros.

Para o transportador é ideal que seus veículos transportem cargas ao nível máximo possível, limitado a capacidade de carga de cada caminhão. Por esta razão existe a busca contínua pelo aumento da chamada taxa de ocupação. Os diferentes tipos de fluxos: milk run, crossdocking e fluxo direto estão diretamente relacionados a isso.

É comum classificar o transporte de cargas como fracionado (LTL) ou dedicado (lotação/FTL). O perfil de carga também está diretamente relacionado com o modelo operacional a ser adotado, veja os principais:

Milk run: coletas e entregas em fornecedores ou clientes numa rota sequencial e cíclica. É aconselhado para rotas fixas de carga fracionada (LTL) ou dedicada (FTL) em veículos leves.

Milk Run

Crossdocking: ao pé da letra, cruzamento de docas, pode-se dividir em duas partes, antes e depois do centro de distribuição. A primeira parte consiste em diversas rotas realizando coletas de materiais para entrega no barracão. A partir daí os materiais são consolidados e roteirizados para envio até um destino final. É aconselhado para cargas fracionadas com diversas origens, mas pouco ou apenas um destino, geralmente a uma longa distancia dos fornecedores.

Crossdocking

Fluxo direto: modelo mais simples e conhecido, no qual é realizada coleta na origem e entrega no destino. É um fluxo aconselhado para cargas fechadas (FTL).

Fluxo direto

Os diferentes tipos de transporte devem ser aplicados de acordo com as características de cada operação. Também é possível utilização de mais de um modelo para a mesma empresa. A escolha correta do tipo de fluxo permite uma operação logística mais eficiente e, consequentemente, mais barata.

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2 Comments

  1. Gostaria de saber mais detalhes do milk run, como emissão de conhecimentos, tempo de espera do veículo para coleta e entrega enfim…
    Gostei muito das explicações que você deu, e estou me atrevendo a pedir mais informações.

    Obrigado

  2. Pingback: Como funciona o transporte de cargas

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